domingo, 5 de novembro de 2017

34ª Antologia da Sobrames - Ceará 2017

Com muito orgulho que estou participando desta Antologia publicada pela SOBRAMES - CE  em 2017 com quatro poemas e dois contos. 
"A Regional Ceará da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (Sobrames-CE) reúne cerca de  oitenta médicos em seu quadro social, exercendo importante papel na promoção da cultura estadual, mercê da Antologia publicada, anualmente, reunindo contribuições, em prosa e versos, da lavra quase exclusiva de iátricos.
A série de Antologias da Sobrames-CE teve o seu começo em 1981, conduzida pelos sobramistas desbravadores Emanuel de Carvalho e Paulo Gurgel, e agora, em 2017, atinge à sua 34ª produção, exibindo maturidade e qualidade consolidadas, com esmero literário, servindo para emular o aparecimento de novos escritores no meio médico". Trecho da apresentação desta antologia assinada pelo então presidente da Sobrames-Ce Marcelo Gurgel.

Parabéns aos Médicos

Homenagem do Sindicato dos Médicos do Ceará



Poema Lágrima de fogo

Lágrima de fogo

Ele plantou uma semente
Não foi de vida devida
Em derradeiro ato somente
Como estopim da dor ferida

Dilacerou-se seu céu
Nem existia mais o eu
Evidências de um réu
Próprio de um imenso jubileu

Ele pecava para pagar pecados
Sem evidências de retorno
De sanidade sob os cabelos
Um triste tolo

Não vingava sua angústia
Buscava o prometido
De afirmação com astúcia
Propagadas na sua partida

Preencheu suas malas
Com sangue de suas veias
Tudo, até balas
Mas não tinha revólver, só meias

Perdeu tudo no fogo
Era seu infortúnio macabro
Lágrima de fogo
Câncer alastrado



Eclesiastes 3:1


sábado, 4 de novembro de 2017

Poema - Insônia

Insônia

Começo a sonhar
Começo a sonhar dormindo
Começo a sonhar dormindo atento
Começo a sonhar dormindo atento, então, me rendo

Descanso já se vai
Preciso de um tranquilizante, recomeço
Corro atrás do lençol, tropeço
Tento de novo com o travesseiro, mas escorrego

Voam palavras, invenções
Pula tudo, pulam emoções
Lembro acontecimentos, ações
Quero dormir, então, canções

Jogo conversa fora comigo
Já nem penso em que dizer
Vale tudo até se benzer
De uma triste hora sem merecer

Brinco de olhos fechados, sozinho
Ninguém para brincar juntinho
Nem este distante sono mesquinho
Vou brincar no meu ninho

Começa outro dia sem encantamento
Mentira, há encantamento
Desculpe-me, descontentamento
Insônia, ouve este lamento

24.02.98, às 3h30