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segunda-feira, 6 de novembro de 2017
domingo, 5 de novembro de 2017
34ª Antologia da Sobrames - Ceará 2017
Com muito orgulho que estou participando desta Antologia publicada pela SOBRAMES - CE em 2017 com quatro poemas e dois contos.
"A Regional Ceará da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (Sobrames-CE) reúne cerca de oitenta médicos em seu quadro social, exercendo importante papel na promoção da cultura estadual, mercê da Antologia publicada, anualmente, reunindo contribuições, em prosa e versos, da lavra quase exclusiva de iátricos.
A série de Antologias da Sobrames-CE teve o seu começo em 1981, conduzida pelos sobramistas desbravadores Emanuel de Carvalho e Paulo Gurgel, e agora, em 2017, atinge à sua 34ª produção, exibindo maturidade e qualidade consolidadas, com esmero literário, servindo para emular o aparecimento de novos escritores no meio médico". Trecho da apresentação desta antologia assinada pelo então presidente da Sobrames-Ce Marcelo Gurgel.
Poema Lágrima de fogo
Lágrima de fogo
Ele plantou uma semente
Não foi de vida devida
Em derradeiro ato somente
Como estopim da dor ferida
Dilacerou-se seu céu
Nem existia mais o eu
Evidências de um réu
Próprio de um imenso jubileu
Ele pecava para pagar pecados
Sem evidências de retorno
De sanidade sob os cabelos
Um triste tolo
Não vingava sua angústia
Buscava o prometido
De afirmação com astúcia
Propagadas na sua partida
Preencheu suas malas
Com sangue de suas veias
Tudo, até balas
Mas não tinha revólver, só meias
Perdeu tudo no fogo
Era seu infortúnio macabro
Lágrima de fogo
Câncer alastrado
Ele plantou uma semente
Não foi de vida devida
Em derradeiro ato somente
Como estopim da dor ferida
Dilacerou-se seu céu
Nem existia mais o eu
Evidências de um réu
Próprio de um imenso jubileu
Ele pecava para pagar pecados
Sem evidências de retorno
De sanidade sob os cabelos
Um triste tolo
Não vingava sua angústia
Buscava o prometido
De afirmação com astúcia
Propagadas na sua partida
Preencheu suas malas
Com sangue de suas veias
Tudo, até balas
Mas não tinha revólver, só meias
Perdeu tudo no fogo
Era seu infortúnio macabro
Lágrima de fogo
Câncer alastrado
sábado, 4 de novembro de 2017
Poema - Insônia
Insônia
Começo a sonhar
Começo a sonhar dormindo
Começo a sonhar dormindo atento
Começo a sonhar dormindo atento, então, me rendo
Descanso já se vai
Preciso de um tranquilizante, recomeço
Corro atrás do lençol, tropeço
Tento de novo com o travesseiro, mas escorrego
Voam palavras, invenções
Pula tudo, pulam emoções
Lembro acontecimentos, ações
Quero dormir, então, canções
Jogo conversa fora comigo
Já nem penso em que dizer
Vale tudo até se benzer
De uma triste hora sem merecer
Brinco de olhos fechados, sozinho
Ninguém para brincar juntinho
Nem este distante sono mesquinho
Vou brincar no meu ninho
Começa outro dia sem encantamento
Mentira, há encantamento
Desculpe-me, descontentamento
Insônia, ouve este lamento
24.02.98, às 3h30
Começo a sonhar
Começo a sonhar dormindo
Começo a sonhar dormindo atento
Começo a sonhar dormindo atento, então, me rendo
Descanso já se vai
Preciso de um tranquilizante, recomeço
Corro atrás do lençol, tropeço
Tento de novo com o travesseiro, mas escorrego
Voam palavras, invenções
Pula tudo, pulam emoções
Lembro acontecimentos, ações
Quero dormir, então, canções
Jogo conversa fora comigo
Já nem penso em que dizer
Vale tudo até se benzer
De uma triste hora sem merecer
Brinco de olhos fechados, sozinho
Ninguém para brincar juntinho
Nem este distante sono mesquinho
Vou brincar no meu ninho
Começa outro dia sem encantamento
Mentira, há encantamento
Desculpe-me, descontentamento
Insônia, ouve este lamento
24.02.98, às 3h30
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