sábado, 1 de setembro de 2018

Poema Tempo


Estou exausto
O segundo metamorfoseia em minuto e hora
E as minhas energias se esvaem tentando inibir
O delírio em presenciar o tempo que de mim sorri
Pelo menos, alguém se alegra, digo eu
Perco a concentração da forma
Que se transforma em abstrato
Minha convicção reage
Não encontro medidas para este desespero
Basta cerrar os olhos e viver
A mim desprezas? Vocifera o Tempo
Quero desculpar-me, vacilo, choro
Isto é a fraqueza do ser
É a mostra da volúpia dos desenganos
A forma mais poética do fracasso
Quando vejo partir as minhas alegrias
No encalço do tempo perdido
Ânsia, estresse vem buscar sua recompensa
Maldita criatura,
Respeito-te nas asas da rebeldia do justo
Desejo-te a inquisição nas linhas mais românticas
Para que, de joelhos, peça-me o fúnebre perdão.

30.03.98

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